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sábado, 18 de junho de 2011

Invocar o nome do Senhor


Romanos 10:13 (Tradução do Novo Mundo)
"Pois todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo."

Todos os textos gregos trazem, no lugar de "Jeová", a palavra Kýrios, que significa Senhor. Portanto, o texto deve ser lido: Pois todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. No original grego não havia o nome "Jeová". Mas, segundo a organização TJ, o nome havia sido omitido, e caberia a eles, como suas "testemunhas", restaurar o Nome Divino ao texto bíblico. Essa conclusão baseia-se no seguinte argumento: o texto de Romanos 10:13 é uma citação de Joel 2:32, em cujo texto hebraico aparece o Tetragrama sagrado YHWH, vertido por Jeová. (o Tetragrama compõe-se de quatro consoantes hebraicas: yôd, hê', waw, hê', que formam o Nome Divino, pelo qual Deus se dá a conhecer por toda a extensão do Antigo Testamento. É comumente vertido em português por Jeová ou Javé: Yahweh, lahwéh, veja desenho acima). Assim, a substituição torna-se-ia necessária, para não dizer, obrigatória.

Acerca disso, afirmo o seguinte:

1) O apóstolo Paulo, autor de Romanos, era profundo conhecedor das Escrituras. Sua religião de berço era o judaísmo. Segundo seu próprio depoimento: "[Eu] era extremamente zeloso das tradições dos meus antepassados" (Gl 1:13-14). Aos Filipenses, escreveu a respeito de si mesmo: "Circuncidado ao oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à Lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível" (Fp 3:5-6).
Com todo esse vasto currículo religioso, só podemos esperar de alguém assim um profundo conhecimento do Antigo Testamento. E o apóstolo Paulo revelou deter amplo conhecimento dos escritos sagrados judaicos. Suas cartas fazem com frequência referências ao Antigo Testamento. Ao citar Joel 2:32, no qual aparece o tetragrama sagrado, o apóstolo não hesitou em usar o termo Kýrios no lugar do tetragrama, tomando um pelo outro, indistintamente. Com isso, esse piedoso judeu convertido ao cristianismo identificou Jesus com o YHWH da tradição de seus pais.
Paulo demonstrou que encarava Jesus como alguém que é muito mais do que um simples arcanjo. Assim, ele se distancia, e muito, da organização, que identifica Jesus com o arcanjo Miguel.
Afirmo então que não houve omissão do tetragrama em Romanos 10:13, mas tão-somente a identificação desse com o termo Kýrios. Esse não é o único caso em que textos do Antigo Testamento, portanto o Nome Divino, são citados no Novo Testamento e aplicados diretamente a Jesus Cristo (cp. Fl 2:10-11; Rm 14: 10-11 com Is 45:23; Ap 2:18,23 com Jr 17:10; Jo 12:37-40 com Is 6:1-5; Ef 4:7-8 com Sl 68:18).

2) O contexto não deixa dúvidas a respeito daquele a quem o termo hebraico YHWH e seu equivalente grego Kýrios, se referem. Acompanhe o raciocínio; o apóstolo Paulo está falando de seus compatriotas israelitas que não se sujeitaram à justiça de Deus (v. 1). No versículo 4, diz que é preciso "exercer fé" (TNM) em Cristo para ser justificado. E isso, diz Paulo, está bem perto de nós; está ao alcance da boca e do coração (v. 8). Com a boca se declara que Jesus é o Senhor (Kýrios) e com o coração se exerce fé (v. 9, 10). No versículo 11, Paulo diz, citando o Antigo Testamento, que quem cer em Jesus não será decepcionado. No versículo 12, afirma-se que Jesus é o Senhor de todos os que o invocam, tanto judeus, quanto gregos. Em todo o texto, está claro que Paulo está falando de Jesus Cristo. E, no versículo 13, chega ao ponto máximo aplicando Joel 2:32 a Jesus: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (v. 1Co 1:2, Gl 3:28 e Ef 2:11-18).

Percebe-se, portanto, que o autor sagrado não considerou sacrilégio aplicar o texto de Joel 2:32 à pessoa de Jesus Cristo, pois reconhecia sua divindade absoluta. Como afirmou a igreja no Credo niceno, ele é "Deus de Deus, lUz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus".

Ainda sobre essa questão, a Tradução do Novo Mundo com referências contém algo muito interessante. Na verdade, é uma armadilha que, mesmo sem saber, a organização TJ armou para si mesma. Como já disse, o texto de Romanos 10:9-13 é dirigido a Jesus Cristo. Em Romanos 10:9 (TNM), o apóstolo Paulo afirma: "Pois, se declarares publicamente essa 'palavra na tua própria boca', que Jesus é Senhor* [...] serás salvo". Pois bem, na TNM com referências, o nome "Senhor" vem acompanhado de um asterisco (*), remetendo o leitor para uma nota de rodapé, na qual aparece o seguinte: "9* Gr.: Ký-ri-os; J12-14, 16-18, 22 (hebr.): ha-'a-dhóhn, 'o Senhor'. Não Jeová'".

Observe que a TNM afirma que a expressão "o Senhor" é originária do hebraico ha-'a-dhóhn. Acontece que no Apêndice 1H da referida TNM com referências aparece a seguinte explicação:
"O [verdadeiro] Senhor": Hebr.: ha-'A-dhóhn. O título 'A-dhóhn, "Senhor; Amo" quando precedido pelo artigo definido ha, "o", forma a expressão ha-'A-dhóhn, "o [verdadeiro] Senhor". No M [texto Massorético], o uso do artigo definido ha antes do título 'A-dhóhn limita a aplicação deste título exclusivamente a Jeová Deus.

Ora, se a palavra "Senhor" de Romanos 10:9, aplicada a Jesus Cristo, deriva-se do hebraico ha-'adôn, então a conclusão deveria ser óbvia: Jesus é o ha'adôn, ou seja, "0 [verdadeiro] Senhor". Para compelir o leitor a fugir dessa conclusão, que é inevitável, a organização TJ faz questão de frisar: "Não 'Jeová'". Mesmo sem querer, a TNM com referências acaba fazendo de Jesus Cristo "o [verdadeiro] Senhor", pondo-o em pé de igualdade com Jeová, pois no apêndice seguinte ("1J") , intitulado "Títulos e termos descritivos aplicados a Jeová", aparece justamente aquele que é aplicado também a Jesus Cristo: ha'adôn, o [verdadeiro] Senhor.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um caso Especial: Trindade


1 João 5:7-8
Em conversa com uma TJ sobre a doutrina da Trindade, é comum a citação de 1 João 5:7-8, que diz, segundo algumas traduções: "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num" (ARC).

De imediato, eles afirmam que as palavras "no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra" não fazem parte dos melhores manuscritos. Para isso - no caso dos católicos -, remetem o leitor para uma nota ao pé da página de A Bíblia de Jerusalém, que afirma estar essa passagem ausente dos manuscritos gregos mais antigos, nas antigas versões e nos melhores manuscritos da Vulgata. Para alguns evangélicos, citam a obra A Bíblia explicada, de S. E. McNair, publicada em 1985 pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus (p. 489), segundo a qual afirma que a passagem bíblica em apreço deve ser omitida por não se encontrar nos melhores manuscritos. (Livro Raciocínio à base das Escrituras, p. 415).

Os Tj, ensinados por sua organização, afirmam que esses versículos "foram acresentados por alguém que estava tentando dar apoio ao ensino da Trindade"; conseqüentemente, "esses palavras não fazem realmente parte da Palavra de Deus". (Livro Poderá viver para sempre no paraíso na terra, ed. de 1983, p. 53).

Tem havido muita controvérsia com respeito ao fato de esses palavras fazerem ou não parte dos manuscritos originais da Bíblia. A maioria dos estudiosos afirma que não fazem. Contudo, há outros que dizem o contrário. Bem, não quero entrar nessa contenda, minha intenção é mostrar que neste caso, a organização TJ mostra-se incoerente. Acompanhe a seguir o raciocínio.
Em sua Tradução do Novo Mundo - com referências, ao comentar 1 João 5:7, a organização TJ indica os manuscritos antigos da Bíblia que omitem as palavras "no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra". São os seguintes:

(Álefe) - Códice sinaítico, do século IV d.C.
A - Códice alexandrino, do século V d.C.
B - Manuscrito vaticano 1209, do século IV d.C.
Vg - Vulgata latina, de S. Jerônimo, do século V d.C.
Syh - Versão siríaca filoxeniana-harcleana, dos séculos VI e VII d.C.
Syp - Peshita siríaca, do século V d.C.

Vale ressaltar que os mais antigos são Álefe e B. Mas em que consiste a incoerência da organização TJ, conforme foi mencionado acima? Para rejeitar a fórmula trinitária de 1 João 5:7-8, a organização recorre aos manuscritos mais antigos. Contudo, esses mesmos manuscritos também omitem as passagens de Marcos 16:9-20 e de João 7:53-8:11, que constam na TNM. Ora, os mesmo manuscritos, reputados como mais antigos, que não trazem 1 João 5:7-8, omitem também esses textos. Se a organização fosse coerente, deveria de igual maneira omitir essas duas últimas passagens bíblicas da TNM. Por que não o fez? Porque o conteúdo desses passagens não contraria o corpo doutrinário da organização TJ; o que não se dá, certamente, como 1 João 5:7-8, que ensina a doutrina da Trindade (negada pela organização). Trata-se, portanto, de mera conveniência, não de fidelidade aos manuscritos mais antigos.
A doutrina da Trindade, ao contrário que os TJ pensam, não são 3 deuses, são pessoas distintas, porém um único Deus.

A Paz Seja com Todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Vivemos para o Senhor


Romanos 14:7-8
"Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; pois, quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos pra Jeová. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová." TNM

No texto grego aparece somente o termo Senhor; não Jeová. O autor sagrado está falando de Jesus Cristo. Vê-se issso claramente no versículo 9, quando o apóstolo Paulo diz: "Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos." Esse versículo é a continuação da idéia anterior. Paulo fala de Jesus como Senhor de vivos e de mortos; por isso, podia dizer acerca de Jesus (v. 7, 8): "Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor." E no versículo 9: "Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos" (v. Gl 2:20).
A TNM mostra-se totalmente incoerente e tendenciosa, pois o termo Senhor aparece nesses versículos quatro vezes; em três das citações, a TNM traduz por Jeová, mas na última, por Senhor. Caso mantivesses a coerência na tradução, seriam obrigados a dizer "para este mesmo fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Jeová tanto sobre mortos como [sobre] viventes". Como isso chocaria toda a organização, foi mais cômodo ser incoerente com Cristo, aquele que é a vida (Jo 14:6) e tem a chave da morte e do hades (Ap 1:18).

A Paz seja com todos!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Teu trono, ó Deus!


Hebreus 1:8
"Mas, com referência oa Filho: Deus é o teu trono para todo o sempre, e [o] cetro do teu reino é o cetro da retidão". TNM

Diferentemente da TNM, as versões em português rezam: "Mas a respeito do Filho, diz: 'O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu Reino'".
Nesse modo de verter o texto bíblico, Jesus é chamado "Deus", aquele que reina para todo o sempre. Na TNM diz-se Deus (Jeová) é a fonte e o sustentador da realeza de Cristo, não lhe cabendo a designação de Deus.
Que tradução está correta? O problema dessa passagem é o seguinte: Hebreus 1:8 é a citação de Salmos 45:6. Esse Salmo, escrito originalmente em língua hebraica, dirigia-se a princípio a um rei de Israel, provavelmente Salomão. O texto hebraico reza: "Teu trono é de Deus, para sempre e eternamente!"(A Bíblia de Jerusalém). Por conseguinte, de acordo com o texto hebraico, o termo "Deus" não é aplicado ao rei; Deus é a fonte da realeza desse rei. Contudo, os cristãos do século 1, costumavam usar a tradução grega da Septuaginta ou LXX (primeira tradução das escrituras hebraicas para o idioma grego, feita no século III a.C.). Ao verter o texto para o grego, os tradutores da LXX traduziram "Teu trono é de Deus" por "Teu trono, ó Deus". Citando o estudioso da Bíblia B. F. Westcott, a organização TJ reconhece essa uma tradução possível do texto hebraico, pois assim seus tradutores o entenderam, embora a organização TJ afirme, assim como Westcott, que a melhor tradução seja "Teu trono é de Deus".(Raciocínio à base das Escrituras, Cesário Lange: STV, 1989, p. 414).

Todavia, o que interessa nesse caso não é a preferência da organização TJ ou de Westcott, mas a preferência do autor sagrado que escreveu a carta aos Hebreus. Qualquer texto grego demonstra que ele optou pela tradução grega da Septuaginta, ou seja, "Teu trono, ó Deus". E é exatamente assim que está no texto grego das Escrituras do Novo Testamento. Portanto, não há nada para ser contestado. Se tiverem que reclamar, que reclame com o autor sagrado; o que não devem fazer é alterar o texto grego. É assim que está escrito, e ponto-final.

Essa forma de verter o texto enquadra-se perfeitamente no contexto do primeiro capítulo da carta aos Hebreus, cujo objetivo é mostrar que Jesus não é anjo, mas está acima de todos eles. Ele é o Filho, que fez e sustenta todas as coisas pela palavra de seu poder (isso não poderia ser dito a respeito de um anjo, um ser criado - v. 2,3). Jesus é aqui apresentado como aquele que, vindo na condição de servo, humilhando-se (Fp 2:5-11), vence o pecado e a morte em sua humanidade e na condição de servo pela obediência, é exaltado, assentando-se à direita da magestade nas alturas (v. 3). Ele havia sido feito "por um pouco, menor do que os anjos" (Hb 2:9). Tendo concluído sua missão como homem, é exaltado, tornando-se o herdeiro de todas as coisas (v. 2).

Está em questão, portanto, Jesus Cristo encarnado, ressurreto e vitorioso; Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem; venceu como verdadeiro homem e é exaltado pelo Pai. Se antes, como homem, era inferior aos anjos, após ter feito a purificação de nosso pecados "torn[ou]-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles" (v. 4). Por essa razão deve ser adorado pelos anjos, que devem sua existência a ele (v. 6 - v. acima).

Desse ponto em diante, o autor dessa carta demonstra que Cristo é superior aos anjos. E quem vai demonstrar isso é o próprio Deus Pai. Ele mesmo é quem dirá, por duas vezes, que o Filho é Deus, no versículo 8 e nos versículos de 10 a 12, sendo esta última passagem uma citação de Salmos 102: 25-27, que no texto hebraico é dirigida ao Pai, aplicada pelo mesmo Pai ao Filho.

Em objeção a isso, a organização TJ cita o versículo 9, no qual aparece a expressão dirigida ao Filho - 'Deus, o teu Deus, te ungiu" - parecendo indicar que o Filho é uma criatura, um dos adoradores desse Deus. Desde já essa hipótese deve ser descartada, pois o Filho é apresentado como Criador de todas as coisas, não como criatura. Todavia, não é incorreto dizer que o Pai é o Deus do Filho. O próprio Jesus repetidas vezes falou de "meu Deus", ao dirigir-se ao Pai (v. Jo 20:19; Ap 3:12). Embora não encontremos o Pai chamando o Filho de "meu Deus", vemos, contudo, que Ele chama o Filho de "Deus" (Hb 1:8) e de "Senhor" (Hb 1:10-12). Tudo isso apenas confima o que Jesus dissera: "Eu e Pai somos um" (Jo 10:30). O Pai glorifica o Filho, que por sua vez, glorifica o Pai (Jo 17:1).

Apesar de toda essa evidência em contrário, que demonstra que a TNM omite e acrescenta idéias a seu bel-prazer, ajustando o conteúdo bíblico às suas idéias teológicas, o CG declra o seguinte no livro Raciocínio à base das Escrituras (p. 395):
- "Em primeiro lugar, é uma tradução precisa, bastante literal, dos idiomas originais. Não se trata de livre paráfrase, em que os tradutores omitem pormenores que consideram não importantes e acresentam idéias que crêem ser úteis" -

É evidente que se trata, de uma informação inverídica, pois os exeplos anteriores mostram justamente o inverso disso. Omissões, adições e distorções são comuns na TNM.

É uma pena que não temem ao Senhor ao buscar a verdade, pois o livro de Apocalipse 22:19 diz: "E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro".

A Paz seja com Todos!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Jesus Cristo deve ser adorado?


Hebreus 1:6 (TNM)
"Mas, ao trazer novamente o seu Primogênito à terra habitada, ele diz: 'E todos os anjos de Deus lhe prestem homenagem'".

Até a revisão de 1977, a Tradução do Novo Mundo traduzia a segunda parte desse texto assim: "E todos os anjos de Deus o adorem". Todavia, a partir daquele ano, percebendo a incoerência de estarem adorando a Jesus, visto como uma criatura, um deus, o arcanjo Miguel, a organização se viu forçada a revisar a tradução, substituindo "o adorem" por "lhe prestem homenagem", pois somente Deus (Jeová) deve ser adorado. A organização diz também que, se Jesus merece algum tipo de adoração, esta deverá ser "relativa", jamais absoluta.

A propósito disso, esclareço:
1) Jesus não poderia receber adoração relativa por duas razões. Primeira: em Deuteronômio 4:24 Jeová exige "adoração exclusiva" (NM) e em Isaías 42:8 Ele declara que não dividirá sua glória com mais ninguém; portanto, a adoração prestada a Cristo também deve ser absoluta, pois, sendo Deus, Ele merece e deve ser adorado, assim como o Pai (Jo 5:23). Além disso, as próprias publicações da organização afirmam : "Não existe um único caso nas Escrituras em que fiéis servos de Jeová [...] tenham se emprenhado numa forma de adoração relativa".(Estudo Perspicaz das Escrituras, Cesário Lange: STV, 1990, p. 364, vol. 2.)
2) É verdade que o verbo grego proskynéo pode ser também traduzido por "prestar homenagem" ou "reverenciar"; porém, no caso de Hebreus 1:6, que é o texto em questão, o testemunho das Escrituras exige a tradução "o adorem". As credenciais de Jesus Cristo determinarão se merece uma simples homenagem ou adoração. Veja:

- é Deus Poderoso (Is 9:6);
- é Rei dos reis e Senhor dos Senhores (Ap 17:4);
- é o herdeiro de todas as coisas (Hb 1:2);
- sustenta todas as coisas por sua palavra poderosa (Hb 1:3);
- tem toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28:18);
- estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Cl 2:3);
- é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6);
- criou todas as coisas (Cl 1:16-17);
- anjos, autoridades e poderes sujeitam-se a Ele (1 Pe 2:22);
- todo joelho no céu e na terra se dobrará diante dele (Fp 2:10);
- toda língua o confessará como Senhor (Fp 2:11).

Com essas credenciais, quem ousaria render a Jesus uma simples homenagem? Assim, segundo o testemunho esmagador das Escrituras, Jesus Cristo, como o Pai, é digno de receber glória, honra, poder, riqueza, sabedoria, força e louvor, além de receber a adoração de todas as criaturas do universo (Ap 4:11; 5:12-14; cf Jo 5:23).

A Paz seja com todos!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

“Balada da Igreja invisível”

Jesus sempre falou sobre perseguição aos que se tornavam seus seguidores, Ele mesmo foi o primeiro a ser perseguido, depois vieram os apóstolos e, depois ainda, seus discípulos. Falou também que no futuro a desdita seria a mesma. A igreja continuaria sendo perseguida.

Mas, ali, no banco da igreja, minha alma se revolvia, me custava entender como uma igreja poderosa poderia ser perseguida, algo não se encaixava, nenhuma característica do cristianismo institucionalizado, oficial, que eu vivi em toda a minha vida se encaixava com a igreja cigana de Jesus. Aquilo me deixava inquieto e atônito.

As grandes potências mundiais, as nações mais poderosas do mundo, são cristãs, católicas ou protestantes. Elas já ditaram duas vezes o rumo do mundo em duas grandes guerras mundiais. O catolicismo e o protestantismo já converteram meio mundo de nações e ainda os selvagens. Várias vezes na história os exércitos eclesiásticos já se deram ao embate, já conquistaram cidades à força, já mataram, já tomaram terras, já dominaram. Seus presidentes, senadores, deputados, juízes, a maioria absoluta, são católicos ou protestantes. Os partidos políticos trazem a mensagem da religião cristã em seus projetos. Homens cristãos fazem a lei. Os EUA (protestante) invadem o país que desejar, junto com a Inglaterra (protestante), França (católica), etc. Quem é páreo para esses poderes abissais?

Se você acha que um dia o cristianismo vai deixar o islamismo ditar as regras no mundo, está muito enganado. E se você acha que essa igreja que torna o mundo cristão vai sacudir a poeira e deixar seus vícios materiais e se transformar na igreja pobre que não tem um lugar para deitar a cabeça, também está enganado.
Como pode, então, de uma hora para outra o quadro se inverter? Não, não haverá reversão de quadro algum, nunca isso acontecerá. Sabe por quê?

Porque a igreja de Jesus que não é tolerada pelo mundo continua caminhando à margem das religiões. Ela não tem dono, ela não professa nome, ela não é geográfica, ela não é um número, ela não é institucional, ela não faz acordos com o estado. Ela é simplesmente AMOR e está solta pelo mundo caminhando com seu MESTRE. Ela jamais será compreendida na sua simplicidade. Nela, o maior será sempre o menor. Ela vive na alma do homem e não nas suas estruturas físicas. Ela não faz acordos bilaterais, ela não é estatal, ela não é uma empresa, ela não é administrável com as técnicas dos CEOS do inferno. Ela não é controlada pela neurolinguística, nem é curada pela a auto-ajuda. Ela não se ilude com os Mister M´s, Cris Angel´s e David coperfield´s da fé. Porque ela só enxerga a voz do Espírito Santo dizendo:- Ame,ame,ame… Cuide dos doentes do mundo. Deus AMOU o mundo de tal maneira…

Você jamais encontrará Jesus dentro de templos feitos por mãos de homens, em shows gospel, em cruzadas de vitória, de descarrego,de prosperidade, de unção, de poder, etc… Ele está nas ruas, no mundo, procurando feridos, procurando homens que queiram chorar com Ele, sorrir com Ele, orar com Ele, amar os outros com Ele. Em cada lugar de dor, perto de cada homem triste e desiludido com a impossibilidade de ser compreendido com as formulações políticas e morais das “igrejas”, perto de cada pecador perdido, perto do homem da rua, está Jesus.

Jesus sofre com você. Você é Dele, Ele é seu. Sem débito automático, sem cheque pré-datado, sem nenhum número tatuado na sua alma. Prego batido, ponta virada. Entretanto, Ele pode fazer pouco com os que amam suas vidas postadas na zona de conforto ou com suas reputações.
Dê um passo meu irmão, esperneie, deixe Jesus ver você na multidão, Ele irá ao teu encontro.

“Pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganaria até os escolhidos.” Mt 24:24.

No amor de Cristo Jesus,
Pastor Alvaro Junior.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Acerca da Divindade de Cristo


2Pedro 1:1 (TNM)
"Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que obtiveram uma fé, tida por igual privilégio como a nossa, pela justiça e nosso Deus e [do] Salvador Jesus Cristo".

Esse caso é análogo ao anterior. Para o apóstolo Pedro, Jesus não é somente "Senhor e Salvador", é também "Deus e Salvador". A adição da preposição "do" não tem, portanto, cabimento.
Comparando esse texto com 2Pedro 2:20 e Tito 2:13, alguns especialistas afirmam que em 2Pedro 1 significa que Jesus é nosso Deus e Salvador.
Agumas seitas que não concordam com a divindade de Jesus, como o exemplo que estou usando da TNM (Tradução do Novo Mundo)das TJs, não se conformam com isso, e apela para 2Pedro 1:2, pois todas as Bíblias em português fazem distinção entre "Deus" e "Jesus Cristo", observe:

Graça e paz lhes sejam multiplicadas, pelo pleno conhecimento de Deus e Jesus Cristo noso Senhor. (NVI)

Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. (ARA)

Essas traduções concordam com a TNM: "Benignidade imerecida e paz vos sejam aumentadas pelo conhecimento exato de Deus e de Jesus Cristo, nosso Senhor".
A organização comenta:
Neste lugar [Tito 2:13] encontramos dois substantivos ligados por [...] (kai, "e"), sendo o primeiro substantivo precedido pelo artigo definido [...] (tou, "do") e o segundo substantivo sem o artigo definido. Uma construção similar é encontrada em 2Pedro 1:1-2, onde, no v. 2, se faz uma nítida distinção entre Deus e Jesus.

Bem, analisando essa afirmação posso dizer que todas as traduções fazem distinção entre "Deus" e "Jesus" em 2 Pedro 1:2, porque "Deus", o Pai, e Jesus são duas pessoas distintas (isso é o que ensina a doutrina da Trindade). O contexto deixa bem clara a distinção. "Deus" e "Jesus" são as expressões ligadas por kai ("e"), assim como em Atos 13:50 encontramos "Paulo [kai] Barnabé". Mas a construção em 2Pedro 1:1 não é a mesma, pois Pedro fala de uma "justiça de nosso Deus [kai] Salvador Jesus Cristo" (apenas uma pessoa está sendo referida, não duas, como no caso do versículo 2).
Mais uma vez, as traduções distorcendo a verdade!

A Paz seja com Todos!

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Sou uma mulher casada, Levita e Serva de Deus, e tudo que sou hoje devo à ELE, que me ensina a cada dia mais e mais. Criei este blog para compartilhar um pouco das minhas crenças antigas, que estavam totalmente distorcidas, e testemunhar o que Deus fez na minha vida, onde através do meu esposo, na época ainda meu namorado, eu pude conhecer a verdadeira Palavra de Deus e viver em novidade de vida. E hoje vivo para servir ao Senhor, e viver os milagres Dele na minha vida que antes nunca tinha visto. O Senhor tem muito mais! Glória a Deus!
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