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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Refutando alguns versículos - Aniversário

Gênesis 40:20-22
"Ao terceiro dia, o dia natalício de Faraó, que este deu um banquete a todos os seus servos. ...Mas ao padeiro-mor enforcou..."

A STV proibiu a celebração de aniversários entre seus membros, usando Gênesis 40:20-22 como um ponto chave de sua "base bíblica" para esta determinação. Sua idéia é que a palavra aniversário aparece na Bíblia apenas em referência a Faraó do Egito (como mencionado acima) e ao rei Herodes da Galiléia (Mat. 14:6 e Mar. 6:21). Ambos eram pagãos e decretaram a morte de alguém em conexão com as celebrações. Já que nenhum homem de fé foi mencionado na Bíblia como tendo celebrado seu aniversário, mas apenas homens iníquos, as testemunhas de Jeová dos nossos dias não devem ter permissão para celebrar aniversários - esta é a argumentação usada pela Torre de Vigia.

Vale a pena notar que, como em outros ensinamentos, não se deixa que uma TJ leia individualmente a Bíblia e chegue a esta conclusão. Ao invés disso, a liderança promulga esta interpretação oficial e usa procedimentos disciplinares para impor essa política a todas as TJ. Ou seja, não podemos nem ao menos felicitar a quem completa anos de vida, pois assim estaríamos dando crédito, e se no nosso dia alguém nos cumprimentar devemos dizer apenas um seco: obrigado! Cartões ou presentes? Nem pensar, a não ser que você queira ser chamado para uma comissão e esclarecer o feito.

Ao refutar a assim chamada base bíblica das TJ para proibir a celebração de aniversários, posso destacar que Faraó e o rei Herodes eram juízes arbitrários e homens violentos; tais monarcas eram acostumados a executar as pessoas em qualquer ocasião e não apenas durante a celebração de seus aniversários. Além disso, uma pessoa que envia um cartão de aniversário, ou pais que fazem um bolo com velas para uma festa infantil dificilmente podem ser acusados de seguir o exemplo daqueles homens assassinos.

Embora a expressão aniversário natalício, propriamente dita, apareça apenas em conexão com Faraó e Herodes na maioria das traduções, a Bíblia contém referência a tais celebrações em famílias devotas a Deus:
Em Jó 1:4, se diz do patriarca da família: "E seus filhos foram e realizaram um
banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia; e mandavam convidar as suas três irmãs para comerem e beberem com eles" (TNM). Este "seu próprio dia" refere-se ao aniversário de cada um, o que se torna claro quando lemos mais adiante: "Foi depois disso que Jó abriu a boca e começou a invocar o mal sobre o seu dia. Jó respondeu então e disse: pereça o dia em que vim a nascer..." (Jó 3:1-3, TNM). A paráfrase feita pela Bíblia Viva de Jó 1:4,5, expressa esta idéia: "A cada ano, quando os filhos de Jó faziam aniversário, eles convidavam seus irmãos e irmãs para a celebração em suas casas. Nestas ocasiões, eles comiam e bebiam com grande alegria. Quando essas festas de aniversário terminaram..." (Tradução livre).

Até mesmo a tradução da STV revela que o nascimento de João Batista foi celebrado, quando registra sua anunciação feita por um anjo: "E terás alegria e grande regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento" (Luc. 1:14, TNM).

Se o nascimento de João Batista foi uma ocasião de regozijo e se os filhos do fiel Jó celebravam seus aniversários, o fato de que Faraó e Herodes também celebraram seus aniversários não pode ser logicamente usado como base para proibir festas de aniversário entre aqueles que crêem na Bíblia hoje.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Refutando alguns versículos - Sangue


Gênesis 9:4
"Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis" (Imprensa Bíblica Braseira).

Este versículo é o primeiro de muitos versículos das Escrituras que as TJ usam para advogar a proibição feita a transfusões de sangue.
A organização ensina que a transfusão de sangue é o mesmo que comer sangue, porque assemelha-se à alimentação intravenosa. De acordo com isso a sociedade Torre de Vigia proíbe transfusões de sangue para os seus seguidores. Uma TJ que aceite transfusão de sangue pode aguardar uma intimação para comparecer perante um Comitê Judicial para ser julgada, a portas fechadas, pela violação "da lei de Deus". A punição, se a pessoa for considerada culpada, é a "desassociação", por meio da qual o indivíduo é evitado pela própria família e amigos, que são proibidos até mesmo de cumprimentar o ofensor.

As testemunhas de Jeová são muito radicais neste assunto. Elas preferem morrer a aceitar uma transfusão para repor o sangue perdido em uma operação ou acidente. E fazem o mesmo com respeito a seus filhos menores. A maioria das TJ carrega uma plaqueta em suas bolsas ou no pulso, afirmando a sua recusa em receber sangue e instruindo o pessoal médico de emergência a não administrar uma transfusão de sangue se a testemunha de Jeová estiver inconsciente. Esta plaqueta é um documento legal, assinado pela TJ que a carrega e por duas outras pessoas. Eu mesma carregava.

As testemunhas de Jeová reconhecem que a sua é a única religião que se posiciona contra a transfusão de sangue, embora não ocorra a elas que este fato é, em si mesmo, a demonstração que a sua doutrina não se baseia realmente na Bíblia. Ninguém mais, que tenta seguir a Bíblia como um guia para sua vida, proíbe a transfusão de sangue - e mesmo a sociedade Torre de Vigia não havia promulgado esta doutrina até 1944.
A maioria das testemunhas de Jeová ignora que a sua liderança, no passado, introduziu outras proibições médicas, mudando de idéia mais tarde. Em 1967, por exemplo, eles proibiram o transplante de órgãos. Os seguidores deveriam preferir a cegueira a aceitar um transplante de córnea, ou morrer a se submeter a um transplante de rim. Mas, depois, em 1980, os líderes reverteram este ensinamento permitindo os transplantes novamente (A Sentinela 15/11/67, p. 702-704; Despertai! 08/06/68, p. 21; e A Sentinela 15/03/80, p.31, edições norte-americanas). Além disso, entre os anos 1931 e 1952 as testemunhas de Jeová recusaram aceitar a vacinação para si mesmas e para seus filhos porque a organização ensinava que: "A vacinação é uma violação direta da aliança eterna estabelecida por Deus..." (The Golden Age, 04/ 02/31, p.293).

Embora as testemunhas de Jeová tentem citar as Escrituras para apoiar a sua posição contra a transfusão de sangue, a razão real desta posição é a obediência cega à Sociedade Torre de Vigia. Se a organização suspender esta proibição amanhã, as TJ aceitarão livremente as transfusões, da mesma forma que fizeram vista grossa quando foi liberada a vacinação em 1952 e permitido o transplante de órgão em 1980.

Refutando alguns versículos - Força Ativa de Deus ou Espírito Santo?

A partir de agora, citarei alguns versículos e seus ensinamentos e refutarei à base das Escrituras.

Gênesis 1:1,2
"No princípio criou Deus os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia; e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas." (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado.)

As TJ usam este versículo para atacar a fé cristã na questão da personalidade do Espírito Santo. A maioria das traduções do versículo 2 dizem que "o Espírito de Deus pairava sobre as águas". Mas a sociedade Torre de Vigia tem ensinado a seus seguidores que o Espírito Santo é meramente uma força impessoal a serviço de Deus. Para provar isto a seus ouvintes as TJ citam este versículo segundo a Tradução do Novo Mundo. Esta é uma situação na qual uma TJ não precisa distorcer as Escrituras para encaixar as doutrinas que aprendeu. O versículo vem pré-distorcido em sua própria Tradução do Novo Mundo. (Veja o capítulo 2.) Em outros textos, a tradução da Torre de Vigia fala do "espírito santo", escrito em minúsculas.

Para responder à alegação da TJ de que o Espírito Santo é uma mera força impessoal, enfatize que a Bíblia repetidamente se refere ao Espírito Santo como tendo atributos pessoais. Por exemplo, mesmo a TNM revela que o Espírito Santo fala (At. 13:2), dá testemunho (João 15:26), fala as coisas que ouve (João 16:13), sente-se magoado (Is. 63:10) e assim por diante.

Para mais considerações sobre o Espírito, veja: João 16:13; Atos 5:3,4; Romanos 8:26-27; 1 Coríntios 6:19; e o Índice de Assuntos.

sábado, 18 de junho de 2011

Invocar o nome do Senhor


Romanos 10:13 (Tradução do Novo Mundo)
"Pois todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo."

Todos os textos gregos trazem, no lugar de "Jeová", a palavra Kýrios, que significa Senhor. Portanto, o texto deve ser lido: Pois todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. No original grego não havia o nome "Jeová". Mas, segundo a organização TJ, o nome havia sido omitido, e caberia a eles, como suas "testemunhas", restaurar o Nome Divino ao texto bíblico. Essa conclusão baseia-se no seguinte argumento: o texto de Romanos 10:13 é uma citação de Joel 2:32, em cujo texto hebraico aparece o Tetragrama sagrado YHWH, vertido por Jeová. (o Tetragrama compõe-se de quatro consoantes hebraicas: yôd, hê', waw, hê', que formam o Nome Divino, pelo qual Deus se dá a conhecer por toda a extensão do Antigo Testamento. É comumente vertido em português por Jeová ou Javé: Yahweh, lahwéh, veja desenho acima). Assim, a substituição torna-se-ia necessária, para não dizer, obrigatória.

Acerca disso, afirmo o seguinte:

1) O apóstolo Paulo, autor de Romanos, era profundo conhecedor das Escrituras. Sua religião de berço era o judaísmo. Segundo seu próprio depoimento: "[Eu] era extremamente zeloso das tradições dos meus antepassados" (Gl 1:13-14). Aos Filipenses, escreveu a respeito de si mesmo: "Circuncidado ao oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à Lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível" (Fp 3:5-6).
Com todo esse vasto currículo religioso, só podemos esperar de alguém assim um profundo conhecimento do Antigo Testamento. E o apóstolo Paulo revelou deter amplo conhecimento dos escritos sagrados judaicos. Suas cartas fazem com frequência referências ao Antigo Testamento. Ao citar Joel 2:32, no qual aparece o tetragrama sagrado, o apóstolo não hesitou em usar o termo Kýrios no lugar do tetragrama, tomando um pelo outro, indistintamente. Com isso, esse piedoso judeu convertido ao cristianismo identificou Jesus com o YHWH da tradição de seus pais.
Paulo demonstrou que encarava Jesus como alguém que é muito mais do que um simples arcanjo. Assim, ele se distancia, e muito, da organização, que identifica Jesus com o arcanjo Miguel.
Afirmo então que não houve omissão do tetragrama em Romanos 10:13, mas tão-somente a identificação desse com o termo Kýrios. Esse não é o único caso em que textos do Antigo Testamento, portanto o Nome Divino, são citados no Novo Testamento e aplicados diretamente a Jesus Cristo (cp. Fl 2:10-11; Rm 14: 10-11 com Is 45:23; Ap 2:18,23 com Jr 17:10; Jo 12:37-40 com Is 6:1-5; Ef 4:7-8 com Sl 68:18).

2) O contexto não deixa dúvidas a respeito daquele a quem o termo hebraico YHWH e seu equivalente grego Kýrios, se referem. Acompanhe o raciocínio; o apóstolo Paulo está falando de seus compatriotas israelitas que não se sujeitaram à justiça de Deus (v. 1). No versículo 4, diz que é preciso "exercer fé" (TNM) em Cristo para ser justificado. E isso, diz Paulo, está bem perto de nós; está ao alcance da boca e do coração (v. 8). Com a boca se declara que Jesus é o Senhor (Kýrios) e com o coração se exerce fé (v. 9, 10). No versículo 11, Paulo diz, citando o Antigo Testamento, que quem cer em Jesus não será decepcionado. No versículo 12, afirma-se que Jesus é o Senhor de todos os que o invocam, tanto judeus, quanto gregos. Em todo o texto, está claro que Paulo está falando de Jesus Cristo. E, no versículo 13, chega ao ponto máximo aplicando Joel 2:32 a Jesus: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (v. 1Co 1:2, Gl 3:28 e Ef 2:11-18).

Percebe-se, portanto, que o autor sagrado não considerou sacrilégio aplicar o texto de Joel 2:32 à pessoa de Jesus Cristo, pois reconhecia sua divindade absoluta. Como afirmou a igreja no Credo niceno, ele é "Deus de Deus, lUz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus".

Ainda sobre essa questão, a Tradução do Novo Mundo com referências contém algo muito interessante. Na verdade, é uma armadilha que, mesmo sem saber, a organização TJ armou para si mesma. Como já disse, o texto de Romanos 10:9-13 é dirigido a Jesus Cristo. Em Romanos 10:9 (TNM), o apóstolo Paulo afirma: "Pois, se declarares publicamente essa 'palavra na tua própria boca', que Jesus é Senhor* [...] serás salvo". Pois bem, na TNM com referências, o nome "Senhor" vem acompanhado de um asterisco (*), remetendo o leitor para uma nota de rodapé, na qual aparece o seguinte: "9* Gr.: -ri-os; J12-14, 16-18, 22 (hebr.): ha-'a-dhóhn, 'o Senhor'. Não Jeová'".

Observe que a TNM afirma que a expressão "o Senhor" é originária do hebraico ha-'a-dhóhn. Acontece que no Apêndice 1H da referida TNM com referências aparece a seguinte explicação:
"O [verdadeiro] Senhor": Hebr.: ha-'A-dhóhn. O título 'A-dhóhn, "Senhor; Amo" quando precedido pelo artigo definido ha, "o", forma a expressão ha-'A-dhóhn, "o [verdadeiro] Senhor". No M [texto Massorético], o uso do artigo definido ha antes do título 'A-dhóhn limita a aplicação deste título exclusivamente a Jeová Deus.

Ora, se a palavra "Senhor" de Romanos 10:9, aplicada a Jesus Cristo, deriva-se do hebraico ha-'adôn, então a conclusão deveria ser óbvia: Jesus é o ha'adôn, ou seja, "0 [verdadeiro] Senhor". Para compelir o leitor a fugir dessa conclusão, que é inevitável, a organização TJ faz questão de frisar: "Não 'Jeová'". Mesmo sem querer, a TNM com referências acaba fazendo de Jesus Cristo "o [verdadeiro] Senhor", pondo-o em pé de igualdade com Jeová, pois no apêndice seguinte ("1J") , intitulado "Títulos e termos descritivos aplicados a Jeová", aparece justamente aquele que é aplicado também a Jesus Cristo: ha'adôn, o [verdadeiro] Senhor.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um caso Especial: Trindade


1 João 5:7-8
Em conversa com uma TJ sobre a doutrina da Trindade, é comum a citação de 1 João 5:7-8, que diz, segundo algumas traduções: "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num" (ARC).

De imediato, eles afirmam que as palavras "no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra" não fazem parte dos melhores manuscritos. Para isso - no caso dos católicos -, remetem o leitor para uma nota ao pé da página de A Bíblia de Jerusalém, que afirma estar essa passagem ausente dos manuscritos gregos mais antigos, nas antigas versões e nos melhores manuscritos da Vulgata. Para alguns evangélicos, citam a obra A Bíblia explicada, de S. E. McNair, publicada em 1985 pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus (p. 489), segundo a qual afirma que a passagem bíblica em apreço deve ser omitida por não se encontrar nos melhores manuscritos. (Livro Raciocínio à base das Escrituras, p. 415).

Os Tj, ensinados por sua organização, afirmam que esses versículos "foram acresentados por alguém que estava tentando dar apoio ao ensino da Trindade"; conseqüentemente, "esses palavras não fazem realmente parte da Palavra de Deus". (Livro Poderá viver para sempre no paraíso na terra, ed. de 1983, p. 53).

Tem havido muita controvérsia com respeito ao fato de esses palavras fazerem ou não parte dos manuscritos originais da Bíblia. A maioria dos estudiosos afirma que não fazem. Contudo, há outros que dizem o contrário. Bem, não quero entrar nessa contenda, minha intenção é mostrar que neste caso, a organização TJ mostra-se incoerente. Acompanhe a seguir o raciocínio.
Em sua Tradução do Novo Mundo - com referências, ao comentar 1 João 5:7, a organização TJ indica os manuscritos antigos da Bíblia que omitem as palavras "no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra". São os seguintes:

(Álefe) - Códice sinaítico, do século IV d.C.
A - Códice alexandrino, do século V d.C.
B - Manuscrito vaticano 1209, do século IV d.C.
Vg - Vulgata latina, de S. Jerônimo, do século V d.C.
Syh - Versão siríaca filoxeniana-harcleana, dos séculos VI e VII d.C.
Syp - Peshita siríaca, do século V d.C.

Vale ressaltar que os mais antigos são Álefe e B. Mas em que consiste a incoerência da organização TJ, conforme foi mencionado acima? Para rejeitar a fórmula trinitária de 1 João 5:7-8, a organização recorre aos manuscritos mais antigos. Contudo, esses mesmos manuscritos também omitem as passagens de Marcos 16:9-20 e de João 7:53-8:11, que constam na TNM. Ora, os mesmo manuscritos, reputados como mais antigos, que não trazem 1 João 5:7-8, omitem também esses textos. Se a organização fosse coerente, deveria de igual maneira omitir essas duas últimas passagens bíblicas da TNM. Por que não o fez? Porque o conteúdo desses passagens não contraria o corpo doutrinário da organização TJ; o que não se dá, certamente, como 1 João 5:7-8, que ensina a doutrina da Trindade (negada pela organização). Trata-se, portanto, de mera conveniência, não de fidelidade aos manuscritos mais antigos.
A doutrina da Trindade, ao contrário que os TJ pensam, não são 3 deuses, são pessoas distintas, porém um único Deus.

A Paz Seja com Todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Vivemos para o Senhor


Romanos 14:7-8
"Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; pois, quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos pra Jeová. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová." TNM

No texto grego aparece somente o termo Senhor; não Jeová. O autor sagrado está falando de Jesus Cristo. Vê-se issso claramente no versículo 9, quando o apóstolo Paulo diz: "Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos." Esse versículo é a continuação da idéia anterior. Paulo fala de Jesus como Senhor de vivos e de mortos; por isso, podia dizer acerca de Jesus (v. 7, 8): "Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor." E no versículo 9: "Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos" (v. Gl 2:20).
A TNM mostra-se totalmente incoerente e tendenciosa, pois o termo Senhor aparece nesses versículos quatro vezes; em três das citações, a TNM traduz por Jeová, mas na última, por Senhor. Caso mantivesses a coerência na tradução, seriam obrigados a dizer "para este mesmo fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Jeová tanto sobre mortos como [sobre] viventes". Como isso chocaria toda a organização, foi mais cômodo ser incoerente com Cristo, aquele que é a vida (Jo 14:6) e tem a chave da morte e do hades (Ap 1:18).

A Paz seja com todos!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Teu trono, ó Deus!


Hebreus 1:8
"Mas, com referência oa Filho: Deus é o teu trono para todo o sempre, e [o] cetro do teu reino é o cetro da retidão". TNM

Diferentemente da TNM, as versões em português rezam: "Mas a respeito do Filho, diz: 'O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu Reino'".
Nesse modo de verter o texto bíblico, Jesus é chamado "Deus", aquele que reina para todo o sempre. Na TNM diz-se Deus (Jeová) é a fonte e o sustentador da realeza de Cristo, não lhe cabendo a designação de Deus.
Que tradução está correta? O problema dessa passagem é o seguinte: Hebreus 1:8 é a citação de Salmos 45:6. Esse Salmo, escrito originalmente em língua hebraica, dirigia-se a princípio a um rei de Israel, provavelmente Salomão. O texto hebraico reza: "Teu trono é de Deus, para sempre e eternamente!"(A Bíblia de Jerusalém). Por conseguinte, de acordo com o texto hebraico, o termo "Deus" não é aplicado ao rei; Deus é a fonte da realeza desse rei. Contudo, os cristãos do século 1, costumavam usar a tradução grega da Septuaginta ou LXX (primeira tradução das escrituras hebraicas para o idioma grego, feita no século III a.C.). Ao verter o texto para o grego, os tradutores da LXX traduziram "Teu trono é de Deus" por "Teu trono, ó Deus". Citando o estudioso da Bíblia B. F. Westcott, a organização TJ reconhece essa uma tradução possível do texto hebraico, pois assim seus tradutores o entenderam, embora a organização TJ afirme, assim como Westcott, que a melhor tradução seja "Teu trono é de Deus".(Raciocínio à base das Escrituras, Cesário Lange: STV, 1989, p. 414).

Todavia, o que interessa nesse caso não é a preferência da organização TJ ou de Westcott, mas a preferência do autor sagrado que escreveu a carta aos Hebreus. Qualquer texto grego demonstra que ele optou pela tradução grega da Septuaginta, ou seja, "Teu trono, ó Deus". E é exatamente assim que está no texto grego das Escrituras do Novo Testamento. Portanto, não há nada para ser contestado. Se tiverem que reclamar, que reclame com o autor sagrado; o que não devem fazer é alterar o texto grego. É assim que está escrito, e ponto-final.

Essa forma de verter o texto enquadra-se perfeitamente no contexto do primeiro capítulo da carta aos Hebreus, cujo objetivo é mostrar que Jesus não é anjo, mas está acima de todos eles. Ele é o Filho, que fez e sustenta todas as coisas pela palavra de seu poder (isso não poderia ser dito a respeito de um anjo, um ser criado - v. 2,3). Jesus é aqui apresentado como aquele que, vindo na condição de servo, humilhando-se (Fp 2:5-11), vence o pecado e a morte em sua humanidade e na condição de servo pela obediência, é exaltado, assentando-se à direita da magestade nas alturas (v. 3). Ele havia sido feito "por um pouco, menor do que os anjos" (Hb 2:9). Tendo concluído sua missão como homem, é exaltado, tornando-se o herdeiro de todas as coisas (v. 2).

Está em questão, portanto, Jesus Cristo encarnado, ressurreto e vitorioso; Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem; venceu como verdadeiro homem e é exaltado pelo Pai. Se antes, como homem, era inferior aos anjos, após ter feito a purificação de nosso pecados "torn[ou]-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles" (v. 4). Por essa razão deve ser adorado pelos anjos, que devem sua existência a ele (v. 6 - v. acima).

Desse ponto em diante, o autor dessa carta demonstra que Cristo é superior aos anjos. E quem vai demonstrar isso é o próprio Deus Pai. Ele mesmo é quem dirá, por duas vezes, que o Filho é Deus, no versículo 8 e nos versículos de 10 a 12, sendo esta última passagem uma citação de Salmos 102: 25-27, que no texto hebraico é dirigida ao Pai, aplicada pelo mesmo Pai ao Filho.

Em objeção a isso, a organização TJ cita o versículo 9, no qual aparece a expressão dirigida ao Filho - 'Deus, o teu Deus, te ungiu" - parecendo indicar que o Filho é uma criatura, um dos adoradores desse Deus. Desde já essa hipótese deve ser descartada, pois o Filho é apresentado como Criador de todas as coisas, não como criatura. Todavia, não é incorreto dizer que o Pai é o Deus do Filho. O próprio Jesus repetidas vezes falou de "meu Deus", ao dirigir-se ao Pai (v. Jo 20:19; Ap 3:12). Embora não encontremos o Pai chamando o Filho de "meu Deus", vemos, contudo, que Ele chama o Filho de "Deus" (Hb 1:8) e de "Senhor" (Hb 1:10-12). Tudo isso apenas confima o que Jesus dissera: "Eu e Pai somos um" (Jo 10:30). O Pai glorifica o Filho, que por sua vez, glorifica o Pai (Jo 17:1).

Apesar de toda essa evidência em contrário, que demonstra que a TNM omite e acrescenta idéias a seu bel-prazer, ajustando o conteúdo bíblico às suas idéias teológicas, o CG declra o seguinte no livro Raciocínio à base das Escrituras (p. 395):
- "Em primeiro lugar, é uma tradução precisa, bastante literal, dos idiomas originais. Não se trata de livre paráfrase, em que os tradutores omitem pormenores que consideram não importantes e acresentam idéias que crêem ser úteis" -

É evidente que se trata, de uma informação inverídica, pois os exeplos anteriores mostram justamente o inverso disso. Omissões, adições e distorções são comuns na TNM.

É uma pena que não temem ao Senhor ao buscar a verdade, pois o livro de Apocalipse 22:19 diz: "E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro".

A Paz seja com Todos!

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Rio das Ostras, RJ, Brazil
Sou uma mulher casada, Levita e Serva de Deus, e tudo que sou hoje devo à ELE, que me ensina a cada dia mais e mais. Criei este blog para compartilhar um pouco das minhas crenças antigas, que estavam totalmente distorcidas, e testemunhar o que Deus fez na minha vida, onde através do meu esposo, na época ainda meu namorado, eu pude conhecer a verdadeira Palavra de Deus e viver em novidade de vida. E hoje vivo para servir ao Senhor, e viver os milagres Dele na minha vida que antes nunca tinha visto. O Senhor tem muito mais! Glória a Deus!
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